“MULHERES DA RAIA

de Diana Gonçalves [Doc. Portugal |42′]

SINOPSE

Uma viagem às fronteiras do norte de Portugal e Galiza transporta-nos ao nosso passado mais recente, quando o contrabando local e a emigração clandestina eram práticas habituais nestas terras, aproveitando a proximidade do país vizinho. Em tempos de repressão, com os dois países sob regimes ditatoriais, um grande número de portugueses emigrou para França cruzando as duas fronteiras ilegalmente. As mulheres ficaram a cultivar as terras e a educar os filhos. O contrabando local foi outro meio para escapar da miséria, por isso um exército de mulheres atravessava todos os dias a fronteira para comprar e vender produtos de necessidade, devido à diferença de preço. Este intercâmbio comercial entre as populações fronteiriças do Minho trouxe grandes laços de amizade e deu origem a uma história compartida. A raia, como popularmente é conhecida a fronteira, guarda uma história de luta diária pela sobrevivência e as suas mulheres são testemunhas.

“SALMA”

Kim Longinotto [Doc. Reino Unido, Índia |2013| 89′]

SINOPSE

Quando Salma, uma jovem muçulmana do sul da Índia, tinha 13 anos, foi trancada pela sua família durante 25 anos, que a proibiu de estudar e a forçou a casar. Durante esse tempo, as palavras foram a salvação de Salma. Ela começou secretamente a compor poemas em pedaços de papel e, por meio de um sistema complexo, foi capaz de os tirar de casa, e levá-los para as mãos de um editor. Contra todas as expectativas, Salma tornou-se a mais famosa poeta Tamil: o primeiro passo para a descoberta de sua própria liberdade e o desafiar das tradições e códigos de conduta na sua aldeia.

“DREAM GIRLS”

Kim Longinotto e Jano Williams [Doc. Japão |1993| 50’] 

SINOPSE

Dream Girls” é um documentário fascinante sobre a famosa escola de teatro musical japonesa Takarazuka, cujos espectáculos são reminiscências da Broadway dirigidos a um público feminino, nos quais a popularidade da actriz no papel masculino supera o das estrelas pop do mainstream. Ao contrário do teatro japonês tradicional, todo os membros desta escola são mulheres que se submetem a anos de reclusão e disciplina intensa. Uma reflexão sobre questões de género e identidade sexual e contradições culturais no Japão da actualidade.

“FADO CAMANÉ”

de Bruno de Almeida [LM Doc. Portugal | 2014 | 72′ ]

SINOPSE

O filme explora o processo de criação de uma das obras essenciais do fado e centra-se na relação de Camané com o compositor e produtor José Mário Branco e a poeta Manuela de Freitas. Revela um rigoroso trabalho de procura da sintonia perfeita entre a poesia, música e intérprete. Camané abre as portas do seu universo numa análise profunda do que é o fado: a tradição oral, a escolha dos poetas e a misteriosa magia do processo criativo. O resultado é uma rara visita ao método do artista que procura “aprender a sentir”, descobrindo uma verdade partilhável com o público.

“ALENTEJO, ALENTEJO”

de Sérgio Tréfaut [Doc. Portugal | 2014| 66’] 

Melhor Documentário Indie Lisboa 2014

Alentejo, Sul de Portugal. Dezenas de grupos amadores reúnem-se regularmente para ensaiar antigos cantos polifónicos e para improvisar modas sobre o tempo presente. Isto é o cante. 

Nascido nas tabernas e nos campos, o cante transmitiu-se ao longo de várias gerações. Nas últimas décadas, com a diáspora alentejana, novos grupos surgiram na periferia de Lisboa e em diversos países de emigração. Muitos deles formados por adolescentes e crianças, provando que o cante está vivo e é o traço identitário de toda uma população.

Alentejo, Alentejo é uma viagem a um modo de expressão musical único e à paixão dos seus intérpretes.

“TAXI”

de Jafar Panahi [Lm Fic. Irão |2015| 82′]

Um táxi circula pelas ruas coloridas e vibrantes de Teerão. Vários passageiros entram no táxi e vão falando ingenuamente sobre as suas opiniões com o taxista, que é o próprio realizador Jafar Panahi. A câmara colocada no seu estúdio móvel permite capturar o espírito da sociedade Iraniana através desta viagem divertida e dramática. «Táxi» foi distinguido com o Urso de Ouro para Melhor Filme no Festival de Berlim.

“TALES ON BLINDNESS”

de Cláudia Alves [Doc. 2014, Índia / Portugal, 120′]

SINOPSE

Neste documentário, Cláudia Alves vai até à India, na companhia de uma amiga brasileira e outra indiana, para procurar vestígios de um passado colonial. Na viagem cruza-se com várias personagens e através delas vai percebendo o alcance da presença portuguesa na Índia e a história comum aos dois países. Mas em cada encontro surge um novo conto, um mito, tantas formas de dar a conhecer uma ideia e um país. São essas histórias fantásticas, estes Tales on Blindness, que nos contam em diferentes fragmentos e ao longo da viagem a Índia que a realizadora descobriu.

“HORTAS DI POBREZA”

de Sara Sousa Correia [DOC. 78′ Guiné Bissau] 

SINOPSE

Hortas di Pobreza é um documentário sobre raízes locais em tempo de trocas globais. Retrata uma comunidade rural de agricultores de etnia balanta, de uma aldeia no remoto sul da Guiné-Bissau, cujos habitantes vivem, como quaisquer pequenos produtores em qualquer parte do mundo, processos de transformação social derivados de políticas económicas e interesses globais.

Atravessando caminhos de terra e cabras no sul da Guiné-Bissau, é possível encontrar Pobreza, uma aldeia balanta isolada no fim de uma remota península de sal. Aparentemente perdida no tempo e envolta por mato denso, a tabanca não vive alheia às dinâmicas económicas dos mercados globais. Os sacos que outrora daí saíam cheios de arroz de bolanha para vender, levam agora o novo ouro da terra: o caju. Djintis ka tem gós! Os filhos da terra estão a migrar. Em Pobreza restam mãos enrugadas, que depositam agora a esperança nas novas hortas de caju, a castanha que produzem e não comem.

“PINK SARIS”

de Kim Longinotto
[Doc. Índia |2010| 96′] 

SINOPSE

Em “Pink Saris”, acompanhamos a história de Sampat Pal, uma complexa e singular activista política, líder do movimento Gulabi Gang, que trabalha pelos direitos das mulheres na região de Uttar Pradesh, no norte da Índia. Assistimos ao empenho individual de Sampat, referência para muitas mulheres maltratadas, na mediação de dramas familiares, testemunhada por dezenas de espectadores, defendendo pessoas em situações de vulnerabilidade e que desnudam as convenções da sociedade Indiana.